Durante algum tempo eu achei que o álbum "A Outra Cidade" era de um grupo homônimo de músicos de Minas Gerais. Depois fui saber que na verdade eram uma turma, um coletivo capitaneado por três músicos: Kristoff Silva, Makely Ka e Pablo Castro: "Assinado por Kristoff Silva, Makely Ka e Pablo Castro, "A Outra Cidade" é menos um CD dos três que um coletivo da nova música mineira. Ao redor deles, se aninha a face emepebística da atual produção local: Marina Machado, Regina Spósito, Alda Rezende, Flávio Henrique, Juliana Aragão, Titane, Rosa Souki, Maísa Moura etc. O quase-manifesto coletivo é esfriado em texto do CD, em que minimizam seu próprio trabalho poético-musical e afirmam que estão apenas reciclando lixo cultural. O quase-movimento, então, se alterna entre novos achados e velhos antiquários tipo clube da esquina." (SANCHES, Pedro. Ruído. Folha de São Paulo, 28 de novembro de 2003. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2811200325.htm. Acesso em 21/01/15.). O disco completou 10 anos em 2013 e agora eu faço a minha pequena homenagem a este grande grupo.
A outra cidade Este CD é o resultado do encontro de três compositores que reuniram suas referências e influências em um trabalho autoral e inovador. É um ponto de encontro de intérpretes e músicos já estabelecidos com a nova geração que tem muito o que mostrar. Participação de Elefante Groove, Trovão das Minas, Tambolelê, Orquestra Mineira de Rock, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Titane, Alda Rezende, Marina Machado, Regina Sposito, Flávio Henrique, Amaranto, Patrícia Ahmaral, Anthonio, Sergio Pererê, Paulo Santoro e outros. RELAÇÃO DE MÚSICAS: 01 - Andante 02 - Xote Polaco 03 - Em Diante 04 - Intuição 05 - Perto Daqui 06 - Mulher do Norte 07 - O Chamador 08 - Santo Forte 09 - Mira 10 - Morrer no Mar 11 - O Mergulhador 12 - Monotonia Gris 13 - A Outra Flor de Cal 14 - Madeixas 15 - A Volta Barroca 16 - Carpe Diem 17 - Atemporal Trecho do texto do encarte (por Makely Ka - disponível aqui) E aqui uma das músicas que mais gosto: Carpe Diem de Pablo Castro e Luiz Henrique Garcia
Musica Carpe Diem, de Pablo Castro (música) e Luiz Henrique Garcia (letra)
Se o corpo pede Eu não sei negar Tomar do mundo Sem medo de naufragar E morrer... Se a face rubra Eu não vou esconder Ousar de tudo Sem porto pra me prender A vista alçar Vertical Rumo ao selvagem trono do sol A mão erguer sobre o reino do agora Todo ouro que evapora Se a luta exige No peito encontrar A dor do mundo E o ponto de alavancar E mover... Se a rota torta Nos pés a perder Olhar o chão e o grão Que ainda vai nascer A vista alçar Vento ao léu Um diamante pra moça do céu A mão erguer sobre o reino do agora Todo ouro que evapora Do agora Todo ouro que evapora Versão mais rock gravada em 2012: https://soundcloud.com/delirium-tremmens/carpe-diem -=-=-=-=-=-=-=-=- Mais discos dessa turma: + Em pé no porto, de Kristoff Silva (aqui) + Danaide, de Makely Ka com Maísa Moura (aqui) - grooveshark
O piano na introdução da música "King for a day" do Jamiroquai, do álbum Synkronized (1999) se assemelha muito ao piano do Genesis na música Anyway, do álbum The Lamb Lies Down on Broadway (1974).
Colaborando para divulgar os dois links com as cinco horas do Ronca Ronca que marca as 300 edições do programa na Oi FM, em 20/12/11, pilotado pelo Maurício Valladares e com participações de Bernardo Bnegão, Nandão, Ed Motta, Kassin e Perna (na foto).
david bowie – “let’s dance”
the kinks – “victoria”
lula queiroga – “se não for amor eu cegue”
james cotton – “good time charlie”
sly & the family stone – “thank you”
the meters – “hey, pockey away”
milton banana trio – “barquinho diferente”
me and the plant – “the core”
caetano veloso – “alfomega”
faces – “too bad”
velvet underground – “i’m set free”
arnaldo baptista – “será que vou virar bolor?”
the horrors – “still life”
di melo – “kilario”
p.j harvey & nick cave – “henry lee”
fela kuti – “water no get enemy”
originais do samba – “tragédia no fundo do mar”
humble pie – “i don’t need no doctor” (ao vivo)
tom waits – “satisfied”
baby huey – “hard times”
gass – “house for sale”
aswad – “chasing for the breeze” (12″)
joão donato – “emoriô” (ao vivo no roNca em 17abril2007)
gal costa – “tudo dói”
carmen miranda – “foi numa noite assim”
carmen miranda – “dia de natal”
lou rawls – “christmas is”
ole borud – “broken people”
gerson king combo – “jingle black”
genesis – “the cinema show”
zoot money – “bright lights big city”
jorge ben – “cinco minutos”
nevilton – “cebola cortada” (ao vivo no roNca em 28junho2011)
pink floyd & stéphane grappelli – “wish you were here”
gueto – “estação primeira”
rufus – “once you get started”
walker brothers – “nite flights”
franz ferdinand – “all my friends” (7″)
cesária évora – “angola”
the fall – “mister pharmacist”
pink floyd – “astronomy domine”
orchestre poly rythmo – “ne te fâche pas”
the high llamas – “berry adams”
amy winehouse – “garota de ipanema”
mussum – “nega besta”
Agradeço ao Maurício Valladares do programa Ronca Ronca, onde ouvi pela primeira vez a música de Sixto Rodriguez e soube de sua importância na luta pelos direitos humanos na África do Sul.
Criei no Wikipedia este gráfico com a cronologia dos membros da banda gaúcha Almôndegas [1971-1979]. Para quem não conhece, foi uma banda vocal que reuniu os irmãos da dupla Kleiton (violino) e Kledir (violão), mais o primo deles, Pery Souza (baixo), e também, Gilnei Silveira (percussão) e Quico Castro Neves (violão). Mais tarde, saíram Pery e Quico e em seu lugar entraram João Batista Guimarães Carvalho (João Baptista, baixo) e José Flávio Alberton de Oliveira (Zé Flávio, no violão).
Discos de estreia de Oasis, Weezer, Portishead, Raimundos, O Rappa e Chico Science & Nação Zumbi marcaram 1994, temporada mais importante na música das últimas duas décadas
LÚCIO RIBEIROCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Os primeiros discos do Oasis e do Weezer, Chico Science surgindo com a mistura de maracatu e psicodelia no Recife, e Raimundos inovando ao mesclar forró com rock pesado em Brasília.
Prodigy começando a levar a música eletrônica para as massas, Green Day e Offspring revitalizando o grito punk em nível planetário e Skank passando de bandinha indie de reggae de Belo Horizonte para bandaça pop de sucesso nacional vendendo mais de 1 milhão de discos.
Se o Nirvana e a revolução grunge de Seattle mudaram a música jovem em 1991 com a famosa quebradeira de parâmetros sonoros, foi em 1994, há 20 anos, que os frutos dessa profunda mudança de hábitos musicais tanto na feitura dessa música quanto em sua comercialização apareceram no exterior e no Brasil.
Tudo isso aprisionado em 12 iluminados meses de novas concepções artísticas ligadas à música independente, que passava inclusive no Brasil a não ser mais tão independente e de gueto assim.
Lá fora, a morte estúpida de Kurt Cobain botava uma nuvem negra sobre o rock na época e Beck gritava em música que era um desgraçado e evidenciava o deboche da "Geração Loser".
No Brasil, o Planet Hemp ensaiava a polêmica do hino "Legalize Já", os Racionais MC's reuniam suas pequenas pérolas rap para falar para mais gente sobre as desventuras da periferia e dos presídios em letra, Marisa Monte produzia seu próprio disco e entrava direto no número 1 dos mais vendidos no país.
A época era de animação pela estabilidade econômica com a chegada do Plano Real, mas ao mesmo tempo com a pátria ainda em luto pela morte do piloto Ayrton Senna.
Com tudo o que aconteceu aqui dentro e lá fora, seja no frescor das novas ideias ou na reciclagem de velhos estilos em novos momentos, pela movimentação de megagravadoras atrás do novo, a afirmação da MTV como canal musical e até o momento socioeconômico diferente, 1994 atestou que o mundo tinha outro hábitos musicais. E numa era pré-Internet.
"CONSCIÊNCIA COLETIVA"
"As ideias eram frescas, a música também e a hora era propícia", diz o guitarrista Lucio Maia, da Nação Zumbi. Em 1994, o grupo lançou com Chico Science "Da Lama ao Caos", álbum de estreia que fez o movimento de contracultura do Recife, o manguebeat, ser conhecido no país.
"Acho que foi uma consciência coletiva' na época de que a música no Brasil precisava mudar. Foi isso que floresceu em 1994", afirmou.
Samuel Rosa, do Skank, lançou naquele ano o disco "Calango" e fez três músicas próprias e um cover de Roberto e Erasmo virarem hits nacionais. Para ele, sua geração tentava criar uma nova identidade para a música brasileira e se diferenciar da geração anterior, dos anos 1980.
"Essa tentativa redundou em caminhos similares, como o resgate de elementos musicais brasileiros, mesclados a outras informações musicais com certo ineditismo no país, como o hardcore, o rap, o raggamufin", disse.
E hoje em dia? O que o ano de 2014 pode trazer de parecido com o de 1994, dada a evolução, involução, revolução musical a partir da internet?
"Nesse exato instante pode estar surgindo uma banda com uma ideia revolucionária e uma música poderosa. Esse material provavelmente estará disponível de graça na rede, concorrendo pela atenção das pessoas com toneladas de lixo. Um novo movimento musical pode começar e acabar em semanas e não ficamos nem sabendo", avalia o guitarrista Lucio Maia.
Surgimento do MP3 em 1995 enfraqueceu o conceito de disco
THALES DE MENEZESEDITOR-ASSISTENTE DA "ILUSTRADA"
O cenário do rock não tem mais temporadas tão marcantes quanto 1994 por uma questão mercadológica. Foi no ano seguinte que surgiu o MP3, o formato de arquivo digital que permitiu gravação e distribuição de músicas pela internet.
De lá para cá, a noção de que uma música isolada poderia ser distribuída facilmente e, um passo à frente, seria encontrada uma forma de cobrar por isso, orientou os passos da indústria fonográfica para a valorização do single.
Uma música só pode fazer verão, mas é um álbum completo que marca uma época roqueira. Nesses últimos 19 anos, não é fácil listar álbuns históricos. "OK Computer" (Radiohead), "Is This It" (Strokes), talvez o mais recente do Daft Punk... Mais algum?
Grupos como Coldplay e Vaccines têm energia para shows eletrizantes, mas lhes faltam aquele "baita disco". O Coldplay de Chris Martin só é lembrado por um punhado de hits soltos, como "Yellow" e "Clocks". Mas responder de bate-pronto qual é o melhor álbum da banda não é fácil.
Provavelmente a história em curso do rock será obrigada a rever os conceitos de antologia.
As listas de melhores álbuns do ano não apresentam mais significância. Ou alguém com rigor crítico admitirá que Japandroids ou Fun. produziram discos inteiros que mereceram suas recentes inclusões nessas retrospectivas anuais?
Fiz uma nuvem de palavras (Word Cloud) utilizando ManyEyes 2 da IBM para todas as letras das músicas do álbum Sobrevivendo no inferno (1997) dos Racionais MCs
Fonte das letras:
http://letras.mus.br/racionais-mcs/discografia/sobrevivendo-no-inferno-1997/
Nota metodológica: Alguns refrões repetidos foram cortados
ficando apenas uma vez que foi cantado. Foram retiradas todas as palavras comuns da língua portuguesa (principais verbos, pronomes e artigos). Mais configurações de visualização do WordCloud foram Maximum words = 5000 e Banned Words = sei, pra, vou, lá (que apareciam muitas vezes repetidas).